Amanhã,18, é o Dia Nacional de Paralisação contra as Demissões. Bancários de todo o Brasil vão cruzar os braços e protestar nas agências dos bancos que estão promovendo as demissões(Bradesco, Santander/Banespa, HSBC e ABN/Real) por causa das fusões e aquisições. O protesto faz parte da campanha Demissão tem cara. Responsabilidade social se faz com emprego, organizada pela CNB/CUT e lançada oficialmente no último dia 11. “Nosso objetivo é impedir que ocorram mais demissões no setor que mais lucra no Brasil”, explicou Carlos Cordeiro, secretário-geral da Confederação.
O país conta atualmente com 380 mil bancários, 70% em bancos privados, sendo que no início dos anos 90, a categoria chegou a ser composta por mais de 800 mil profissionais.
De acordo com o “dossiê Bradesco”, que é um levantamento coordenado pela diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e integrante da COE/Bradesco (Comissão dos Empregados do Bradesco), Juvândia Moreira Leite, o banco tem a intenção de demitir 12 mil funcionários nos próximos 90 dias. A direção do Bradesco nega as demissões. “Nós temos confirmações seguras que o banco vai demitir”, afirma Vagner Freitas.
A CNB/CUT está orientando aos sindicatos que façam mais paralisação em agências onde foram registradas maior número de demissões. Os sindicatos devem aderir fortemente à campanha, utilizando as peças publicitárias já disponíveis no site da Confederação.
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