Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2008 “muito bom”. O resultado, acima das expectativas, foi anunciado hoje (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho foi de 6,1% em comparação ao segundo trimestre do ano passado.
“Isto significa que a economia brasileira deverá fechar o ano entre 5% e 5,5%. Portanto, um crescimento um pouco maior do que aquele que nós estamos prevendo”, disse o ministro.
Segundo o ministro, a equipe econômica trabalhava com a estimativa de 5%, mas, como os resultados têm sido um pouco “mais fortes”, a expectativa é terminar o ano com “um bom crescimento”. “Talvez, um crescimento parecido com o ano passado, quando a economia fechou o ano com crescimento de 5,4%”, lembrou Mantega.
O ministro afirmou, ainda, que o resultado mostra um crescimento de qualidade, pois é sustentado e com desaceleração da inflação.
Os investimentos – formação bruta de capital fixo – de 16,2%, também apontados pelo IBGE, foram destacados pelo ministro como outro fator de qualidade no PIB divulgado.
“Este é um crescimento sólido. A economia que cresce puxada por investimentos tem um crescimento sólido e significa que está havendo aumento de oferta. A demanda cresce, porém a oferta cresce mais robustamente. Vocês estão notando que os investimentos cresceram quase três vezes o PIB”, afirmou.
Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil.
===============================================
Economia brasileira cresce 6% no primeiro semestre
Rio de Janeiro – A economia brasileira cresceu 6% no primeiro semestre de 2008, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em relação ao segundo trimestre do ano anterior, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 6,1%.
O crescimento de 6% verificado no primeiro semestre é o maior nesse tipo de comparação desde 2004. No período, a indústria cresceu 6,3%, o setor de serviços, 5,3% e a agropecuária, 5,2%.
Em valores, o PIB do segundo trimestre alcançou R$ 716,9 bilhões, o que representou ainda um crescimento de 1,6% no trimestre, em relação ao mesmo período imediatamente anterior.
Os dados foram divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento do PIB foi puxado pelo setor agropecuário, que avançou no segundo trimestre 3,8%. Os outros destaques são serviços (1,3%) e indústria (0,9%).
Por Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil.
================================================
Agropecuária, construção civil e gastos de governos puxam crescimento do PIB
Rio de Janeiro – A atividade agropecuária, a construção civil e os gastos governamentais puxaram o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas do país. O PIB teve alta de 6,1% no segundo trimestre de 2008, em relação ao mesmo período no ano passado.
Segundo informações divulgadas hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agropecuária foi destaque com alta de 7,1%, influenciada pelas safras de café, milho e arroz, principalmente.
Em seguida, ainda pelo lado da oferta, está o crescimento do setor de serviços (5,5%) e da indústria (5,7%). Este último, influenciado pelo avanço da construção civil (9,9%), que foi puxado pelos gastos do governo com obras, como as do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Também contaram para o resultado os investimentos correspondentes à formação bruta de capital fixo, que crescem há 12 anos. Em relação ao primeiro trimestre, avançaram 5,4% e na comparação com o mesmo período de 2007, 16,2%.
De acordo com a economista do IBGE, Rebeca Palis, a alta dos investimentos foi influenciada pela importação de máquinas e equipamentos que aumentou, principalmente, com o fim da greve da Receita Federal, ocorrida no início do ano.
Pela ótica da demanda, teve destaque o crescimento dos gastos públicos no segundo trimestre (5,3%), em relação ao mesmo período de 2007. A economista do IBGE explicou que os governos (federal, estaduais e municipais) gastaram mais ao antecipar contratações, restritas em ano eleitoral.
“Como tem essa regra de não poder gastar e contratar nos três meses anteriores à eleição, acaba que [os governos] antecipam gastos, contratações. As obras públicas, o PAC e outras, também geram aumento da construção civil e ajudam a alavancar a taxa de crescimento do PIB.”
Palis informa ainda que, apesar de não ter tido “uma taxa de crescimento muito alta” no segundo trimestre, a administração pública tem peso grande, em torno de 15% do PIB.
O consumo das famílias também cresceu de um ano para o outro. Na comparação entre os segundos trimestres, o consumo familiar avançou 6,7%, sendo a 19° alta consecutiva. Em relação ao primeiro trimestre de 2008, permaneceu praticamente estável, com 1% de variação.
Por Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.