Brasília – A quantidade de pagamentos com cartões de débito e de crédito aumentou 23% no ano passado, enquanto a emissão de cheques caiu 7,1%, mantendo a tendência de queda verificada nos últimos anos. No todo, juntando cheques, cartões, boletos de cobrança, convênios de arrecadação e transferências, a movimentação do sistema financeiro nacional cresceu 9% em relação a 2009. Os índices constam do Adendo Estatístico – 2010, divulgado hoje (15) pelo Banco Central (BC).
No que diz respeito ao atendimento das instituições financeiras, o canal internet, home e office banking – ou seja, o atendimento bancário pelo computador pessoal ou do trabalho – foi o mais utilizado pelos clientes, com expansão de 26,7% no ano. Já os pagamentos por meio do débito direto, predominantemente intrabancário no mercado interno, tiveram baixa expressividade em termos relativos e representaram apenas 4% do total de transações bancárias.
A publicação mostra ainda que a quantidade de terminais onde se fazem transações com cartão de pagamento manteve-se estável, ao contrário do crescimento acentuado em anos anteriores. Nas redes de comunicação de dados em alta velocidade, permanece elevada a relação de 917 terminais por grupo de 1 milhão de habitantes. Em contrapartida, o índice de uso dessas redes continua baixo, comparado a outros países, porque ainda é pequeno o nível de interoperabilidade e compartilhamento das redes no país.
De acordo com o Adendo Estatístico – 2010, o sistema de pagamentos brasileiro precisa ter mais iniciativas no sentido de aumentar a utilização da plataforma de débito direto autorizado. A publicação também aponta a necessidade de ganhos de eficiência em infraestrutura, de modo a aumentar o nível de interoperabilidade e de compartilhamento nas redes de autoatendimento.
Por Stênio Ribeiro – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lana Cristina.
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BC divulga Adendo Estatístico – 2010 sobre o Sistema de Pagamentos de Varejo do Brasil
15/06/2011 16:58:00
Brasília – O Banco Central do Brasil divulga hoje o Adendo estatístico – 2010, contendo a atualização das estatísticas apresentadas no “Diagnóstico do Sistema de Pagamentos de Varejo do Brasil”. Clique para ler o relatório.
Em 2010, a quantidade total de pagamentos envolvendo clientes (cheques; cartões de pagamento; TED; TEC; DOC; bloquetos de cobrança e convênios de arrecadação) cresceu 9% em relação ao ano anterior.
A quantidade de cheques emitidos segue a tendência de queda, 7,1% em 2010 em relação ao ano anterior, enquanto a quantidade de pagamentos com cartões (débito e crédito) aumentou 23%. Já os pagamentos por meio do débito direto, predominantemente intrabancário no Brasil, denotam a pouca expressividade desse instrumento em termos relativos, apenas 4% do total de transações em 2010.
No que diz respeito ao atendimento das instituições financeiras, o canal “Internet, Home e Office Banking” foi o mais utilizado pelos clientes, apresentando maior percentual de crescimento face os demais canais, com expansão de 26,7%.
Em 2010, a quantidade de terminais de captura de transações com cartão de pagamento manteve-se estável, refletindo o fim da exclusividade dos credenciadores em relação aos esquemas de pagamento com cartões e, por consequência, o início do processo de interoperabilidade.
Nas redes de ATM, permanece elevado o número de terminais por milhão de habitantes (917 terminas/milhão habitante) e baixo o número de transações de saque, tanto per capita (15 transações/habitantes) quanto por terminal (16.595 transações/terminal), em comparação com a média de outros países (28 e 35.519, respectivamente), decorrente do ainda baixo nível de interoperabilidade e compartilhamento que as redes de ATM apresentam no Brasil.
Apesar das discussões ocorridas no mercado, não foi ainda definido o modelo de negócio para oferta do serviço de móbile payment. O Sistema de Pagamentos Brasileiro também carece de iniciativas no sentido de aumentar a utilização da plataforma do DDA (Débito Direto Autorizado) e permanece a necessidade de se obter ganhos adicionais de eficiência no que diz respeito à infraestrutura, especialmente por intermédio de maior nível de interoperabilidade ou de compartilhamento nas redes de autoatendimento.
Brasília, 15 de junho de 2011
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