A direção do Santander Banespa está descumprindo o que havia sido acordado com representantes dos trabalhadores em mesa de negociação em dezembro do ano passado, após a demissão em massa de 600 bancários, às vésperas do Natal. Nesta semana o banco iniciou um processo de demissões dirigidas, focadas em funcionários com jornada de seis horas e também aqueles com mais de 20 anos de empresa e próximos à estabilidade pré-aposentadoria.
“Temos casos de demitidos que estavam há poucos meses de entrar no período de estabilidade pré-aposentadoria. Trata-se de uma atitude cruel pois, em função da idade, muitos dificilmente terão condições de arrumar outro emprego”, diz o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Mario Raia.
Ele destaca também que a demissão de bancários com jornada de seis horas é um desrespeito a uma conquista histórica da categoria. “O banco havia se comprometido a interromper a sangria realizada no final do ano passado e que as eventuais futuras demissões seriam apenas pontuais e com base em avaliações de desempenho. Houve um rompimento de acordo, um procedimento que não condiz com uma empresa que se auto-classifica como a melhor do mundo no seu setor e com o melhor RH do Brasil”, diz Raia.
As entidades sindicais e de representação exigem que cessem as demissões e que todos os casos sejam revistos.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo e Afubesp
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Por Mhais• 31 de março de 2006• 10:45• Sem categoria
Santander Banespa rompe acordo com trabalhadores
A direção do Santander Banespa está descumprindo o que havia sido acordado com representantes dos trabalhadores em mesa de negociação em dezembro do ano passado, após a demissão em massa de 600 bancários, às vésperas do Natal. Nesta semana o banco iniciou um processo de demissões dirigidas, focadas em funcionários com jornada de seis horas e também aqueles com mais de 20 anos de empresa e próximos à estabilidade pré-aposentadoria.
“Temos casos de demitidos que estavam há poucos meses de entrar no período de estabilidade pré-aposentadoria. Trata-se de uma atitude cruel pois, em função da idade, muitos dificilmente terão condições de arrumar outro emprego”, diz o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Mario Raia.
Ele destaca também que a demissão de bancários com jornada de seis horas é um desrespeito a uma conquista histórica da categoria. “O banco havia se comprometido a interromper a sangria realizada no final do ano passado e que as eventuais futuras demissões seriam apenas pontuais e com base em avaliações de desempenho. Houve um rompimento de acordo, um procedimento que não condiz com uma empresa que se auto-classifica como a melhor do mundo no seu setor e com o melhor RH do Brasil”, diz Raia.
As entidades sindicais e de representação exigem que cessem as demissões e que todos os casos sejam revistos.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo e Afubesp
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