Os bancários de São Paulo não podem dar descanso ao governo do Estado até que as possíveis irregularidades na utilização do dinheiro da Nossa Caixa sejam apuradas, afirmou nesta quarta-feira, dia 12, Raquel Kacelnikas, diretora do Sindicato, em sua participação no O Jornal dos Trabalhadores, programa veiculado pela Rádio Nove de Julho.
Funcionária da Nossa Caixa há 28 anos, ela falou sobre das denúncias de corrupção referentes ao banco durante a administração do ex-governador Geraldo Alckmin, agora candidato à Presidência pelo PSDB, e da luta do sindicato pela instalação de CPI na Assembléia Legislativa de São Paulo para investigar, principalmente, o direcionamento de verbas irregulares a parlamentares e empresas jornalísticas por meio de contratos publicitários ilegais.
“O ex-governador tratou a Nossa Caixa como um bem pessoal, sem consideração pelos funcionários e nem pelo patrimônio dos paulistas”, disse Raquel. Ela lembrou destacou ainda que nos últimos cinco anos 69 pedidos de instalação de CPIs foram barrados pela maioria governista da Assembléia.
A dirigente sindical informou que novas manifestações estão programadas com o objetivo de pressionar os deputados paulistas apoiarem a instalação da CPI. Na terça-feira, 11, foi uma manifestação bem-humorada tomou a assembléia Legislativa. Centenas de bancários acompanharam um desfile de moda e a doação de minifogões de plásticos a parlamentares da Casa. O ato foi uma ironia às denúncias de doação de 400 vestidos de luxo à ex-primeira-dama Maria Lúcia Alckmin e à compra irregular de fornos pela Nossa Caixa para doação ao Fundo Social.
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