O banco Real ABN Amro diz que a instituição se mobiliza desde 2001 para promover políticas de diversidade. “O Banco Real criou uma equipe interna de recrutamento e seleção exclusivamente dedicada ao processo de escolha de profissionais dentro dos principais blocos de diversidade”, disse em nota. Em relação ao ritmo de ampliação de funcionários negros, o banco avalia que “o processo de inclusão de afrodescentes é lento, por razões históricas e culturais e exige planejamento e aliança”. De acordo com a instituição, o banco Real possui 28 mil funcionários, sendo 11% negros. O legado negativo de inclusão racial dos negros no Brasil é apontado pelos bancos como um dos principais motivos para o baixo número de afrodescendentes nessas instituições.
O HSBC argumentou que os dados que o banco forneceu para o ministério não estão atualizados, e, por isso, já iniciou um recenseamento dos seus funcionários. Por meio de sua assessoria de imprensa, o banco afirmou que é uma instituição que defende a diversidade em todos os países nos quais opera, mas o fato de haver poucos negros na instituição no Brasil é “um reflexo da situação da sociedade brasileira”. O banco diz ainda que é baixo no mercado o volume de mão-de-obra negra com a qualificação exigida pelo banco. Quanto à iniciativa do Ministério Público do Trabalho, o HSBC diz que também apóia o princípio de oportunidades iguais.
A diretora de Desenvolvimento de Pessoas do Itaú, Renata Tubini, diz que há 6% de negros na administração central do banco, mas que essa fatia tende a crescer. “Estamos fazendo um trabalho interno. Nos novos pontos de negócio do banco, esse número chega a 30%”, diz.
Segundo Tubini, foi criado um comitê de diversidade para monitorar os “progressos nas estatísticas de diversidade”. Em março, em parceria com a Universidade Zumbi dos Palmares e com a Qualiafro, consultoria de RH especializada em colocação de executivos negros, o banco iniciou um programa de treinamento para jovens executivos negros. Neste ano, foram selecionados 21 estagiários, que também recebem um curso de especialização promovido pela Unicamp. “A diversidade é um item prioritário para a presidência”, afirma. Ainda segundo o Itaú, essas ações afirmativas já haviam sido iniciadas antes das investigações do Ministério Público do Trabalho.
O Bradesco informou que não possui negros em nível de diretoria executiva.
Fonte: Folha de S. Paulo
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