Nos últimos seis anos, os bancos brasileiros, numa operação de risco calculado, resolveram investir grandes somas de recursos em tecnologia, como forma de garantir a progressão continuada de seus lucros no balanço de fechamento. A fórmula encontrada foi a redução de despesas administrativas e com funcionários e o aprimoramento dos serviços que utilizam a informática.
Esta é a avaliação do consultor administrativo e financeiro Edson Carminatti, do Inepad (Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração), instituição sem fins lucrativos que oferece cursos de MBA à distância e consultoria administrativa e financeira para empresas.
Estudo divulgado pelo Inepad revela que o spread, a diferença entre a captação de recursos dos correntistas e o resultado da aplicação desses recursos no mercado consumidor (empréstimos para pessoa física ou jurídica e aplicação em títulos públicos, por exemplo), variou de 10,5% para 12,5% entre janeiro de 2000 e junho de 2006.
Apesar de não haver grande oscilação na margem, a participação do resultado na composição do spread, que em 2000 era de 1,01%, saltou para 3,13% no primeiro semestre deste ano. Isso se deve principalmente porque, no início da década, o spread era destinado mais fortemente para cobrir despesas estruturais. Ou seja, salários e a parte administrativa do sistema financeiro.
Para entender melhor, o spread é calculado levando-se conta em quatro aspectos. Ele serve para cobrir a inadimplência no atraso de pagamentos de empréstimos aos correntistas, as despesas estruturais (pagamento de pessoal e operações administrativas), pagamento do Imposto de Renda e, por último, o lucro dos bancos, que é o resultado final da diferença entre recursos captados e investidos.
Margem de lucro
A redução das despesas estruturais foi de 7,15% para 5,28% de janeiro de 2000 até junho passado, garantindo o aumento da margem de lucro dos bancos. A Internet pode ser considerada a grande aliada das instituições financeiras nessa estratégia, que visa o aumento da lucratividade pelos serviços prestados aos clientes correntistas.
Segundo observa Carminatti, não interessa mais aos bancos manter grande número de funcionários. A explicação é simples. Até o final dos anos 90, os correntistas precisavam se deslocar até as agências para conseguir um empréstimo, pagar a conta do cartão de crédito, entre outros serviços, necessitando, portanto, de atendimento pessoal.
ESTUDO
Febraban não comenta
A variação da receita total apenas do Banco do Brasil, Banespa, Bradesco, Itaú e Unibanco, no período de 2003 a 2006, foi de 132%, segundo dados do Inepad, saltando de 5,952 bilhões para 11,514 bilhões. É por esta razão que os bancos estão mantendo o spread no atual patamar, com objetivo de sustentar a lucratividade.
Procurada para comentar o estudo realizado pelo Inepad, a Federação Brasileira de Bancos, por meio de sua assessoria de imprensa, informou não ter condições no momento para avaliar as informações divulgadas. Segundo a jornalista Solange Valentin, a dificuldade se deve à saída do economista chefe do órgão, Roberto Luís Trostes, no dia 28 de agosto.
CARLOS GARCIA
ESPECIAL PARA JORNAL A CIDADE – Ribeirão Preto
Fonte: www.jornalacidade.com.br
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Por Mhais• 18 de setembro de 2006• 10:55• Sem categoria
Bancos aumentam lucro
Nos últimos seis anos, os bancos brasileiros, numa operação de risco calculado, resolveram investir grandes somas de recursos em tecnologia, como forma de garantir a progressão continuada de seus lucros no balanço de fechamento. A fórmula encontrada foi a redução de despesas administrativas e com funcionários e o aprimoramento dos serviços que utilizam a informática.
Esta é a avaliação do consultor administrativo e financeiro Edson Carminatti, do Inepad (Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração), instituição sem fins lucrativos que oferece cursos de MBA à distância e consultoria administrativa e financeira para empresas.
Estudo divulgado pelo Inepad revela que o spread, a diferença entre a captação de recursos dos correntistas e o resultado da aplicação desses recursos no mercado consumidor (empréstimos para pessoa física ou jurídica e aplicação em títulos públicos, por exemplo), variou de 10,5% para 12,5% entre janeiro de 2000 e junho de 2006.
Apesar de não haver grande oscilação na margem, a participação do resultado na composição do spread, que em 2000 era de 1,01%, saltou para 3,13% no primeiro semestre deste ano. Isso se deve principalmente porque, no início da década, o spread era destinado mais fortemente para cobrir despesas estruturais. Ou seja, salários e a parte administrativa do sistema financeiro.
Para entender melhor, o spread é calculado levando-se conta em quatro aspectos. Ele serve para cobrir a inadimplência no atraso de pagamentos de empréstimos aos correntistas, as despesas estruturais (pagamento de pessoal e operações administrativas), pagamento do Imposto de Renda e, por último, o lucro dos bancos, que é o resultado final da diferença entre recursos captados e investidos.
Margem de lucro
A redução das despesas estruturais foi de 7,15% para 5,28% de janeiro de 2000 até junho passado, garantindo o aumento da margem de lucro dos bancos. A Internet pode ser considerada a grande aliada das instituições financeiras nessa estratégia, que visa o aumento da lucratividade pelos serviços prestados aos clientes correntistas.
Segundo observa Carminatti, não interessa mais aos bancos manter grande número de funcionários. A explicação é simples. Até o final dos anos 90, os correntistas precisavam se deslocar até as agências para conseguir um empréstimo, pagar a conta do cartão de crédito, entre outros serviços, necessitando, portanto, de atendimento pessoal.
ESTUDO
Febraban não comenta
A variação da receita total apenas do Banco do Brasil, Banespa, Bradesco, Itaú e Unibanco, no período de 2003 a 2006, foi de 132%, segundo dados do Inepad, saltando de 5,952 bilhões para 11,514 bilhões. É por esta razão que os bancos estão mantendo o spread no atual patamar, com objetivo de sustentar a lucratividade.
Procurada para comentar o estudo realizado pelo Inepad, a Federação Brasileira de Bancos, por meio de sua assessoria de imprensa, informou não ter condições no momento para avaliar as informações divulgadas. Segundo a jornalista Solange Valentin, a dificuldade se deve à saída do economista chefe do órgão, Roberto Luís Trostes, no dia 28 de agosto.
CARLOS GARCIA
ESPECIAL PARA JORNAL A CIDADE – Ribeirão Preto
Fonte: www.jornalacidade.com.br
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