JB
Mesmo sem a referência dos mercados americanos, fechados para comemoração de feriado em homenagem ao líder negro Martin Luther King, e à espera da decisão sobre os juros básicos brasileiros em reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que começa hoje e termina amanhã, a Bolsa de Valores de São Paulo movimentou quase R$ 2 bilhões ontem.
O volume financeiro de R$ 1,847 bilhão, no entanto, foi inflado pelo exercício de contratos de opções, que sozinhos responderam por R$ 901 milhões do total. Ao fim do pregão, o Ibovespa, principal índice do mercado, marcou alta de 1%, para 23.385 pontos.
O destaque dos negócios na Bovespa ficou com as ações preferenciais da Tele Centro Oeste, alvo de frustrada operação de troca de sua controladora, a Telesp Celular. Os papéis terminaram o dia em alta de 3,98%, a R$ 10,95 o lote de mil.
Na ponta negativa ficaram as ações ordinárias da Cemig, que fecharam em baixa de 3,53% a R$ 35,50 após notícia de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social poderá leiloar papéis dados em garantia de um empréstimo de US$ 700 milhões contraído pelo consórcio Southern Electric Brasil, controlado pelo grupo americano AES.
No mercado de câmbio, o dia foi de poucos negócios por causa do feriado nos EUA. Assim, bastou uma intervenção do BC para que a moeda terminasse o dia em alta 0,38%, a R$ 2,84. No mês, no entanto, o dólar ainda acumula baixa de 2,13%.
No leilão de compra de dólares de ontem, o BC pagou taxa máxima de R$ 2,838. As operações da instituição têm como objetivo reforçar as reservas cambiais brasileiras, mas ontem o BC divulgou que o nível de dólares em seus cofres caiu US$ 271 milhões de quinta para sexta-feira passadas, totalizando US$ 49,677 bilhões. Isso apesar de a autoridade monetária ter realizado três leilões para compra de dólares na quinta-feira. O motivo da queda não foi revelado. A cotação do dólar também foi pressionada pela decisão do BC de resgatar integralmente dívida cambial de US$ 170 milhões que vence amanhã.
Com Agência Folha
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Por Mhais• 20 de janeiro de 2004• 10:04• Sem categoria
BOLSA MOVIMENTA QUASE R$ 2 BILHÕES
JB
Mesmo sem a referência dos mercados americanos, fechados para comemoração de feriado em homenagem ao líder negro Martin Luther King, e à espera da decisão sobre os juros básicos brasileiros em reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que começa hoje e termina amanhã, a Bolsa de Valores de São Paulo movimentou quase R$ 2 bilhões ontem.
O volume financeiro de R$ 1,847 bilhão, no entanto, foi inflado pelo exercício de contratos de opções, que sozinhos responderam por R$ 901 milhões do total. Ao fim do pregão, o Ibovespa, principal índice do mercado, marcou alta de 1%, para 23.385 pontos.
O destaque dos negócios na Bovespa ficou com as ações preferenciais da Tele Centro Oeste, alvo de frustrada operação de troca de sua controladora, a Telesp Celular. Os papéis terminaram o dia em alta de 3,98%, a R$ 10,95 o lote de mil.
Na ponta negativa ficaram as ações ordinárias da Cemig, que fecharam em baixa de 3,53% a R$ 35,50 após notícia de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social poderá leiloar papéis dados em garantia de um empréstimo de US$ 700 milhões contraído pelo consórcio Southern Electric Brasil, controlado pelo grupo americano AES.
No mercado de câmbio, o dia foi de poucos negócios por causa do feriado nos EUA. Assim, bastou uma intervenção do BC para que a moeda terminasse o dia em alta 0,38%, a R$ 2,84. No mês, no entanto, o dólar ainda acumula baixa de 2,13%.
No leilão de compra de dólares de ontem, o BC pagou taxa máxima de R$ 2,838. As operações da instituição têm como objetivo reforçar as reservas cambiais brasileiras, mas ontem o BC divulgou que o nível de dólares em seus cofres caiu US$ 271 milhões de quinta para sexta-feira passadas, totalizando US$ 49,677 bilhões. Isso apesar de a autoridade monetária ter realizado três leilões para compra de dólares na quinta-feira. O motivo da queda não foi revelado. A cotação do dólar também foi pressionada pela decisão do BC de resgatar integralmente dívida cambial de US$ 170 milhões que vence amanhã.
Com Agência Folha
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