A Federação dos Trabalhadores das Empresas de Crédito do Paraná, FETEC-CUT-PR, realizou hoje (09/11) reunião ordinária da executiva ampliada, na sede do Sindicato dos Bancários de Curitiba, para avaliar a Campanha Salarial dos trabalhadores bancários 2006/2007 em todo o Estado do Paraná.
Geraldo dos Santos, o Ceará, do Sindicato dos Bancários de Londrina e Região, salienta que é fundamental a reunião entre representantes de todos os sindicatos para que sejam feitas avaliações das estratégias adotadas na campanha salarial e dos resultados obtidos. Em relação aos resultados, Ceará aponta que os avanços são indiscutíveis e que os banqueiros apostavam na derrota do movimento, mas foram surpreendidos pela força da greve. “A expectativa da categoria bancária era de um índice maior, tendo em vista o cenário econômico de uma inflação baixa, mas diante da repressão violenta sofrida, da interferência do Poder Judiciário com os interditos proibitórios e da truculência da Fenaban durante as rodadas de negociação, sabemos que chegamos ao limite e conquistamos todo o possível diante dessas circunstâncias”.
Na avaliação de Nivalda Roy, do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão, a campanha salarial foi positiva principalmente por ter sido unificada, proporcionando a assinatura da convenção coletiva por todos os bancos e ter trazido aumento real para a categoria. “Outra conquista foi a PLR adicional que foi agregada em nossa convenção e significa uma vitória, fruto da mobilização dos trabalhadores” ressalta.
Já Roberto Von Der Osten, da Federação dos Trabalhadores das Empresas de Crédito do Paraná, ressalta as metas alcançadas, a manutenção do aumento real, a melhora da PLR, a adesão expressiva dos bancários ao movimento e a presença do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal na assinatura da convenção. “O lado negativo da campanha salarial é a influência do interdito proibitório. O que deveria proteger o patrimônio do banco é usado como uma medida de coação e que acaba com a greve, pois o banco utiliza para obrigar a entrada dos trabalhadores e enfraquecer o movimento”.
“Apesar das dificuldades, não podemos esquecer que a direção do movimento sindical não permitiu que a greve começasse com uma proposta de índice zero. Era isto que a Fenaban queria, nos empurrar para a greve sem uma proposta econômica. O êxito daqueles que administraram a campanha salarial foi de não cair nesta armadilha”, afirmou Otávio Dias, secretário de finanças do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e representante no Comando Nacional.
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Por Mhais• 9 de novembro de 2006• 17:11• Sem categoria
FETEC-CUT-PR realiza avaliação da Campanha Salarial 2006/2007
A Federação dos Trabalhadores das Empresas de Crédito do Paraná, FETEC-CUT-PR, realizou hoje (09/11) reunião ordinária da executiva ampliada, na sede do Sindicato dos Bancários de Curitiba, para avaliar a Campanha Salarial dos trabalhadores bancários 2006/2007 em todo o Estado do Paraná.
Geraldo dos Santos, o Ceará, do Sindicato dos Bancários de Londrina e Região, salienta que é fundamental a reunião entre representantes de todos os sindicatos para que sejam feitas avaliações das estratégias adotadas na campanha salarial e dos resultados obtidos. Em relação aos resultados, Ceará aponta que os avanços são indiscutíveis e que os banqueiros apostavam na derrota do movimento, mas foram surpreendidos pela força da greve. “A expectativa da categoria bancária era de um índice maior, tendo em vista o cenário econômico de uma inflação baixa, mas diante da repressão violenta sofrida, da interferência do Poder Judiciário com os interditos proibitórios e da truculência da Fenaban durante as rodadas de negociação, sabemos que chegamos ao limite e conquistamos todo o possível diante dessas circunstâncias”.
Na avaliação de Nivalda Roy, do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão, a campanha salarial foi positiva principalmente por ter sido unificada, proporcionando a assinatura da convenção coletiva por todos os bancos e ter trazido aumento real para a categoria. “Outra conquista foi a PLR adicional que foi agregada em nossa convenção e significa uma vitória, fruto da mobilização dos trabalhadores” ressalta.
Já Roberto Von Der Osten, da Federação dos Trabalhadores das Empresas de Crédito do Paraná, ressalta as metas alcançadas, a manutenção do aumento real, a melhora da PLR, a adesão expressiva dos bancários ao movimento e a presença do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal na assinatura da convenção. “O lado negativo da campanha salarial é a influência do interdito proibitório. O que deveria proteger o patrimônio do banco é usado como uma medida de coação e que acaba com a greve, pois o banco utiliza para obrigar a entrada dos trabalhadores e enfraquecer o movimento”.
“Apesar das dificuldades, não podemos esquecer que a direção do movimento sindical não permitiu que a greve começasse com uma proposta de índice zero. Era isto que a Fenaban queria, nos empurrar para a greve sem uma proposta econômica. O êxito daqueles que administraram a campanha salarial foi de não cair nesta armadilha”, afirmou Otávio Dias, secretário de finanças do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e representante no Comando Nacional.
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