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Juros altos continuam atrapalhando o país

“BC joga dinheiro do Brasil pela janela”, diz Alencar

O vice-presidente da República, José Alencar, criticou na quarta-feira, no programa 3 a 1, da TV Brasil, a insistência do Banco Central em manter a política de juros elevados. Para ele, o governo gastou mais de R$ 1 trilhão nos primeiros sete anos de governo com juros. Se a política do BC fosse outra, “teríamos aplicado esses recursos em alguma coisa que representasse desenvolvimento” Disse.

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Para Alencar, “juro é o gasto que mais pesa no Orçamento da União”

O vice-presidente da República, José Alencar, criticou na quarta-feira, no programa 3 a 1, da TV Brasil, a insistência do Banco Central em manter a política de juros elevados. Para ele, o governo gastou mais de R$ 1 trilhão nos primeiros sete anos do governo Lula na rubrica representada pelos juros. “É a rubrica mais pesada no Orçamento da União”, disse. O vice-presidente disse que se o governo tivesse usado uma taxa nominal de juros que representasse a metade da adotada atualmente, o país teria economizado R$ 600 bilhões.

Depois de afirmar que tem uma grande ojeriza a juros, ele lembrou que se a política do BC fosse outra, “nós teríamos aplicado esses recursos em alguma coisa que representasse desenvolvimento, mas estamos transferindo para especulação financeira”. “É jogar dinheiro pela janela”, disse. “O Brasil não registra inflação de demanda, uma vez que se mantém como país de “subconsumo”. “A inflação é inócua e desnecessária, porque não há expectativa de demanda”, afirmou.

Para o vice-presidente, a política do Banco Central vai contra as orientações do próprio presidente da República. “O presidente prega que as pessoas comprem e invistam para que haja emprego. Mas se ele prega para que as pessoas comprem, e a política monetária adota uma posição que inibe o consumo, algo está errado”, disse.

Sobre a necessidade de tomar decisões na ausência do presidente, Alencar disse que “se preciso tomar uma decisão inusitada, entro em contato com ele antes de fazê-la”. “Faria isso naturalmente, sem nenhum demérito ao meu mandato”, acrescentou.

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Contas do Governo Central registram deficit de R$ 7,6 bilhões em setembro

Brasília – O aumento das despesas e a redução das receitas fizeram as contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) fechar setembro com o pior resultado para o mês desde 1997, quando o governo começou a divulgar a série histórica. Segundo números divulgados há pouco pelo Tesouro Nacional, o deficit primário no mês passado somou R$ 7,632 bilhões.

No acumulado do ano, o superavit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública) soma R$ 16,373 bilhões, queda de 79,7% em relação aos R$ 80,984 bilhões registrados nos nove primeiros meses de 2008. O valor foi o menor registrado para o período de janeiro a setembro desde 1998, quando o superavit acumulado tinha sido de R$ 8,045 bilhões.

Os principais motivos para a redução do superavit primário no acumulado de 2009 foram o aumento nas despesas com a manutenção da máquina pública. Os gastos com custeio subiram 20,2% de janeiro a setembro. Impulsionadas pelos reajustes concedidos aos funcionalismo público e pelas restruturações de carreiras, as despesas com pessoal cresceram 19,1% no mesmo intervalo, o que representa alta de R$ 17,5 bilhões.

Os gastos com investimentos, no entanto, cresceram em ritmo menor e apresentaram aumento de 12,7%. Por causa da queda na arrecadação provocada pela crise e das reduções de impostos decididas pelo governo para estimular a economia, as receitas líquidas diminuíram 1,6% de janeiro a setembro na comparação com os mesmos meses do ano passado.

Os gastos com programas do Projeto Piloto de Investimentos (PPI) somaram R$ 7,267 bilhões nos nove primeiros meses do ano, alta de 44% em relação a igual período de 2008. Compostas por investimentos em infraestrutura e saneamento básico considerados essenciais, as despesas com o PPI podem ser abatidas do superavit primário.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.

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Arno Augustin diz que dívida pública pesa cada vez menos para o país

Brasília – O alongamento do prazo médio de vencimento da dívida pública federal trouxe melhores condições para o seu financiamento. Tanto que o lançamento, no mês passado, do título Global 2041, foi contratado com taxa de retorno ao investidor de 5,80% ao ano: a de mais baixo custo dentre todas as emissões de bônus soberanos.

A afirmação foi feita hoje (28) pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, ao participar de audiência pública na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Dívida Pública, na Câmara dos Deputados. Oportunidade em que falou sobre o modelo de administração da dívida, que está totalmente centralizada pelo Tesouro desde 2005.

Augustin afirmou que o principal objetivo no gerenciamento da dívida é minimizar os custos de financiamento no longo prazo, assegurando a manutenção de níveis prudentes de risco. Nesse sentido, disse aos parlamentares que o Tesouro conseguiu a substituição gradual dos títulos remunerados pela taxa Selic por títulos com rentabilidade prefixada ou vinculada a índices de preços, para redução do risco financeiro.

Revelou também que a melhora da classificação de risco do país é em parte devido ao reconhecimento do melhor controle fiscal sobre a dívida pública, que obteve “notável melhora em sua estrutura”, baseada no regime de metas de inflação e de câmbio flutuante. Destacou ainda a “considerável redução da vulnerabilidade externa”, reconhecida pelas três maiores agências de classificação de risco, que deram grau de investimento ao Brasil.

A CPI da Dívida Pública foi instalada em agosto último, e tem como objetivo investigar as dívidas interna e externa do país, o pagamento de juros e amortizações, os beneficiários desses pagamentos e o impacto da dívida nas políticas sociais e no desenvolvimento sustentável.

Por Stênio Ribeiro – Repórter da Agência Brasil. Edição: Rivadavia Severo.

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Dívida pública tem primeira queda desde abril com fim das transferências para o BNDES

Brasília – Com o fim das transferências do Tesouro Nacional para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a dívida pública caiu em setembro. De acordo com números divulgados há pouco pelo Tesouro, a Dívida Pública Federal (DPF) caiu 1,39% no último mês, encerrando setembro em R$ 1,48 trilhão. Foi a primeira queda desde abril.

Em relação a agosto, quando a dívida atingiu R$ 1,509 trilhão, a queda foi de R$ 21 bilhões. Principal componente da DPF, a dívida mobiliária (em títulos) interna caiu 1,08%, passando de R$ 1,4 trilhão em agosto para R$ 1,385 trilhão em setembro. Segundo o Tesouro, a queda foi provocada porque o governo resgatou R$ 26,14 bilhões a mais em títulos do que emitiu, apesar de ter reconhecido R$ 11,05 bilhões em juros.

A dívida pública externa também caiu em setembro, encerrando o mês em R$ 103,04 bilhões, 5,44% a menos que o registrado em agosto. A redução, conforme o Tesouro, decorreu da queda de 5,74% do dólar no mês passado.

Em agosto, o Tesouro fez a última parcela da transferência de R$ 100 bilhões para reforçar o capital do BNDES. Por causa da operação, que fez parte do pacote de medidas para diminuir a escassez de crédito provocada pela crise econômica, a DPF teve aumento líquido de R$ 91,5 bilhões em 2009.

A emissão dos R$ 100 bilhões foi parcialmente compensada com o resgate de outros títulos, mas, no acumulado do ano, o empréstimo para o banco representou o principal fator que acarretou a elevação da Dívida Pública Federal entre janeiro e setembro.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lana Cristina/ A matéria foi alterada para correção de informação.

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