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Metroviários coletam 20 mil assinaturas contra privatização

A população de São Paulo aprovou a campanha dos metroviários de São Paulo contra a privatização da linha 4 (que ligará os bairros de Vila Sônia ao Morumbi em 2008) para a iniciativa privada.
Segundo o Sindicato, de agosto até o início de setembro mais de 20 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado da categoria que denuncia os prejuízos sociais e econômicos da venda do novo trecho do metrô.
O Sindicato também disponibilizou na sua página ( http://www.metroviarios-sp.org.br ) cópia do abaixo assinado para o público interessado em divulgar na sua região. “Estamos contentes porque a população tem compreendido as nossas preocupações. Queremos que o governo do Estado cumpra o que está na lei: é dever do Estado garantir um transporte público e de qualidade e um direito do cidadão”, destaca Flávio Montesinos Godoy, presidente do Sindicato.
Ao todo foram realizados atos para coleta de assinaturas e conscientização nas estações Jabaquara, Itaquera e Sé e o Sindicato vai continuar a campanha no mês de setembro.
Histórico e conscientização
O artifício utilizado pelo governo paulista para privatizar a Linha 4 é a implantação da primeira Parceria Público Privada (PPP) do Estado. De acordo com o contrato, o setor público (governo estadual) investirá US$ 922 milhões no empreendimento (73% do total) e ainda investirá na modernização e ampliação da Linha C da CPTM, enquanto a iniciativa privada se responsabilizará apenas por 27% (US$ 340 milhões).
No começo de agosto, o governo estadual tentou vender o novo trecho por meio de um edital, que segundo o Sindicato apresenta irregularidades. O Ministério Público do Estado está analisando o caso e enquanto isso a venda da linha está parada.
A campanha de conscientização junto à população continua a topo vapor. Na avaliação do Sindicato, os principais prejuízos com uma eventual venda são: o aumento na tarifa (que tem crescido nos últimos anos), demissões (já que o novo comprador poderá contratar mão de obra mais barata –terceirizada- para trabalhar na linha), alteração de jornada de trabalho (além de salários mais baixos a carga horária será maior), os trens vão circular sem operadores; haverá apenas um funcionário por estação; o corpo de segurança será reduzido; não haverá concurso público para ingresso de metroviários na Linha 4 – Amarela e o acordo coletivo dos metroviários não será respeitado pela empresa privada.
O resultado desse quadro de precarização nas relações de trabalho será a queda da qualidade dos serviços prestados aos usuários.
Fonte: CUT/SP

Por 10:29 Sem categoria

Metroviários coletam 20 mil assinaturas contra privatização

A população de São Paulo aprovou a campanha dos metroviários de São Paulo contra a privatização da linha 4 (que ligará os bairros de Vila Sônia ao Morumbi em 2008) para a iniciativa privada.

Segundo o Sindicato, de agosto até o início de setembro mais de 20 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado da categoria que denuncia os prejuízos sociais e econômicos da venda do novo trecho do metrô.

O Sindicato também disponibilizou na sua página ( http://www.metroviarios-sp.org.br ) cópia do abaixo assinado para o público interessado em divulgar na sua região. “Estamos contentes porque a população tem compreendido as nossas preocupações. Queremos que o governo do Estado cumpra o que está na lei: é dever do Estado garantir um transporte público e de qualidade e um direito do cidadão”, destaca Flávio Montesinos Godoy, presidente do Sindicato.

Ao todo foram realizados atos para coleta de assinaturas e conscientização nas estações Jabaquara, Itaquera e Sé e o Sindicato vai continuar a campanha no mês de setembro.

Histórico e conscientização

O artifício utilizado pelo governo paulista para privatizar a Linha 4 é a implantação da primeira Parceria Público Privada (PPP) do Estado. De acordo com o contrato, o setor público (governo estadual) investirá US$ 922 milhões no empreendimento (73% do total) e ainda investirá na modernização e ampliação da Linha C da CPTM, enquanto a iniciativa privada se responsabilizará apenas por 27% (US$ 340 milhões).

No começo de agosto, o governo estadual tentou vender o novo trecho por meio de um edital, que segundo o Sindicato apresenta irregularidades. O Ministério Público do Estado está analisando o caso e enquanto isso a venda da linha está parada.

A campanha de conscientização junto à população continua a topo vapor. Na avaliação do Sindicato, os principais prejuízos com uma eventual venda são: o aumento na tarifa (que tem crescido nos últimos anos), demissões (já que o novo comprador poderá contratar mão de obra mais barata –terceirizada- para trabalhar na linha), alteração de jornada de trabalho (além de salários mais baixos a carga horária será maior), os trens vão circular sem operadores; haverá apenas um funcionário por estação; o corpo de segurança será reduzido; não haverá concurso público para ingresso de metroviários na Linha 4 – Amarela e o acordo coletivo dos metroviários não será respeitado pela empresa privada.

O resultado desse quadro de precarização nas relações de trabalho será a queda da qualidade dos serviços prestados aos usuários.

Fonte: CUT/SP

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