A assembléia desta terça foi cancelada. Nova reunião será na quinta
São Paulo – Os representantes dos trabalhadores e Volkswagen negociaram por quase 110 horas, divididas em três etapas do dia 3 de maio até agora. A proposta resultante da negociação foi apresentada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC nesta segunda-feira, dia 11, à tarde, para os trabalhadores e eles vão debater ponto a ponto, dentro da fábrica, até a próxima quinta, dia 14, quando haverá uma assembléia, a partir das 14h30, para votar se aprova ou não a proposta.
Caso a proposta seja aprovada, a empresa se compromete a produzir dois novos modelos de carros a partir de 2008 e 2009 e as 1.800 cartas de demissão entregues serão definitivamente canceladas. O processo de ajuste de 3.100 funcionários deverá ocorrer em 3 anos, podendo ser prolongado de acordo com a demanda do mercado. Em uma primeira fase, 1.500* trabalhadores podem aderir ao Programa de Demissão Voluntária da seguinte forma: de 25 de setembro a 21 de novembro de 2006: 1,4 salário por ano trabalhado mais as verbas rescisórias.
Caso a meta não seja atingida, haverá nova etapa de 22 de novembro a 31 de janeiro de 2007 (1 salário por ano trabalhado). Se, ainda assim, a meta de até 1.500 trabalhadores não for atingida, a fábrica poderá fazer desligamentos em fevereiro de 2007 (0,6 salário por ano trabalhado) até um total de 1.300 funcionários. O benefício vai decrescendo com o tempo. Vão ocorrer outras quatro etapas para a saída de 1600 trabalhadores. A última pode ser até 2010, quando o trabalhador pode receber pelo PDV 0,5 salário por ano trabalhado. Há sempre a possibilidade da fábrica indicar os desligados no caso dos objetivos não serem atingidos.
Existe um programa de demissão voluntária especial para os 499 trabalhadores que estão no Centro de Formação e Estudo e em gozo de licença remunerada (grupo afastado da fábrica em 2003 que não foi demitido em função da estabilidade de emprego garantida pelo acordo de 2001 que vai acabar em 21 de novembro deste ano). Todos (com exceção dos 47 que têm doença profissional e vão voltar ao trabalho) terão que sair da empresa, mas eles vão receber benefícios. Os que aderirem no período de 25 de setembro a 27 de outubro vão receber 0,6 salário por ano de casa. Os que aderirem de 30 de outubro a 21 de novembro vão receber 0,4 mais as verbas rescisórias.
Todos os trabalhadores desligados terão permanência no plano médico por 3 meses ou poderão optar por receber R$375,00.
Outros pontos definidos na proposta: não haverá terceirizações, criou-se o limite anual de banco de horas com saldo positivo de 150 horas (a fábrica deve para o trabalhador) e saldo negativo de 120 horas (trabalhador deve para a empresa), não haverá redução salarial de 35% para os novos contratados, mas sim aumento do plano de carreira de 73 para 104 meses, não haverá horas extras gratuitas no caso de retrabalho (quando há falha de qualidade) e o plano de saúde vai subir de 1% para 2% do salário de quem já está na fábrica e para 3% para os novos contratados. A primeira parcela do 13o. salário será antecipada, em 2007 e 2008, para a sexta-feira que antecede o carnaval.
Na negociação também foram definidos os valores de PLR (participação nos lucros e resultados) até 2008:
Ano – Valor base
2006 – R$4.900,00 ( produção de 180 a 230 mil carros)
2007 – R$5.300,00 (produção de 160 a 180 mil carros)
2008 – R$5.300,00 (produção de 135 a 146 mil carros).
* 1.300 com a possibilidade de incorporar mais 200 que serão debitados da última etapa do processo de ajuste.
Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
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Comentários
Por Mhais• 12 de setembro de 2006• 10:34• Sem categoria
Metalúrgicos vão estudar nova proposta da Volks
A assembléia desta terça foi cancelada. Nova reunião será na quinta
São Paulo – Os representantes dos trabalhadores e Volkswagen negociaram por quase 110 horas, divididas em três etapas do dia 3 de maio até agora. A proposta resultante da negociação foi apresentada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC nesta segunda-feira, dia 11, à tarde, para os trabalhadores e eles vão debater ponto a ponto, dentro da fábrica, até a próxima quinta, dia 14, quando haverá uma assembléia, a partir das 14h30, para votar se aprova ou não a proposta.
Caso a proposta seja aprovada, a empresa se compromete a produzir dois novos modelos de carros a partir de 2008 e 2009 e as 1.800 cartas de demissão entregues serão definitivamente canceladas. O processo de ajuste de 3.100 funcionários deverá ocorrer em 3 anos, podendo ser prolongado de acordo com a demanda do mercado. Em uma primeira fase, 1.500* trabalhadores podem aderir ao Programa de Demissão Voluntária da seguinte forma: de 25 de setembro a 21 de novembro de 2006: 1,4 salário por ano trabalhado mais as verbas rescisórias.
Caso a meta não seja atingida, haverá nova etapa de 22 de novembro a 31 de janeiro de 2007 (1 salário por ano trabalhado). Se, ainda assim, a meta de até 1.500 trabalhadores não for atingida, a fábrica poderá fazer desligamentos em fevereiro de 2007 (0,6 salário por ano trabalhado) até um total de 1.300 funcionários. O benefício vai decrescendo com o tempo. Vão ocorrer outras quatro etapas para a saída de 1600 trabalhadores. A última pode ser até 2010, quando o trabalhador pode receber pelo PDV 0,5 salário por ano trabalhado. Há sempre a possibilidade da fábrica indicar os desligados no caso dos objetivos não serem atingidos.
Existe um programa de demissão voluntária especial para os 499 trabalhadores que estão no Centro de Formação e Estudo e em gozo de licença remunerada (grupo afastado da fábrica em 2003 que não foi demitido em função da estabilidade de emprego garantida pelo acordo de 2001 que vai acabar em 21 de novembro deste ano). Todos (com exceção dos 47 que têm doença profissional e vão voltar ao trabalho) terão que sair da empresa, mas eles vão receber benefícios. Os que aderirem no período de 25 de setembro a 27 de outubro vão receber 0,6 salário por ano de casa. Os que aderirem de 30 de outubro a 21 de novembro vão receber 0,4 mais as verbas rescisórias.
Todos os trabalhadores desligados terão permanência no plano médico por 3 meses ou poderão optar por receber R$375,00.
Outros pontos definidos na proposta: não haverá terceirizações, criou-se o limite anual de banco de horas com saldo positivo de 150 horas (a fábrica deve para o trabalhador) e saldo negativo de 120 horas (trabalhador deve para a empresa), não haverá redução salarial de 35% para os novos contratados, mas sim aumento do plano de carreira de 73 para 104 meses, não haverá horas extras gratuitas no caso de retrabalho (quando há falha de qualidade) e o plano de saúde vai subir de 1% para 2% do salário de quem já está na fábrica e para 3% para os novos contratados. A primeira parcela do 13o. salário será antecipada, em 2007 e 2008, para a sexta-feira que antecede o carnaval.
Na negociação também foram definidos os valores de PLR (participação nos lucros e resultados) até 2008:
Ano – Valor base
2006 – R$4.900,00 ( produção de 180 a 230 mil carros)
2007 – R$5.300,00 (produção de 160 a 180 mil carros)
2008 – R$5.300,00 (produção de 135 a 146 mil carros).
* 1.300 com a possibilidade de incorporar mais 200 que serão debitados da última etapa do processo de ajuste.
Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
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