Denúncias enviadas ao Sindicato indicam que banco pode usar Gestão do Desempenho por Competência para pressionar bancários
São Paulo – O Sindicato recebeu denúncias de bancários do Banco do Brasil segundo as quais o Conselho Diretor do banco trabalha para individualizar a cobrança de metas, que hoje só podem ser definidas por unidade e não por bancário.
Segundo o diretor do Sindicato Cláudio Luiz, a imposição de metas individuais se daria por meio do sistema de avaliação Gestão do Desempenho por Competência (GDC), que atualmente é desvinculado das metas coletivas impostas às agências pelo Acordo de Trabalho (ATB). O banco já usa a GDC para nomear e descomissionar os funcionários, que agora correm o risco de ser cada vez mais pressionados.
“Hoje, as metas individuais são cobradas irregularmente em alguns locais de trabalho, mas não há orientação da direção do banco nesse sentido. Agora o BB mostra estar caminhando na direção de institucionalizar a prática, e não vamos aceitar isso. Para se proteger, os funcionários devem registrar na GDC sua discordância com avaliações negativas, argumentando as razões e denunciando ao Sindicato os casos de assédio moral”, diz Cláudio Luiz, para quem a lógica do lucro a todo custo e da concorrência com os bancos privados ameaça os bancários do BB. “O assédio moral está crescendo nos locais de trabalho e a medida do banco vai intensificar esse desvio, que está levando seus funcionários à loucura.”
O assunto foi encaminhado para a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, que cobrará do banco a garantia de que a medida não será implantada.
Por Danilo Pretti Di Giorgi – 22/09/2009.
======================================================
Agência Embu do BB cobra metas por funcionário
Unidade descumpre palavra da Superintendência Estadual, para quem metas só podem ser definidas para toda a agência
São Paulo – Contrariando a palavra da Superintendência Estadual do BB, que garantiu ao Sindicato que o banco não exigiria metas individualizadas de seus funcionários, a agência Embu mantém a cobrança, fixando no quadro de avisos os nomes dos bancários e suas respectivas metas.
“Ao ser flagrada, a administração da dependência alegou tratar-se de uma cobrança ‘por equipes’ e que cada equipe era ‘liderada’ por um gerente de módulo”, afirma o diretor do Sindicato Hugo Aquino, que esteve no local na segunda 21 e exigiu a retirada dos nomes do quadro.
“Não podemos permitir que o assédio moral seja instrumento de gestão no BB. Isso explica porque tem crescido a participação de gerentes de Módulo, de Expediente e de Contas na mobilização das nossas campanhas nacionais”, afirma Hugo, que também é funcionário do banco.
Por Danilo Pretti Di Giorgi – 22/09/2009.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.
=======================================================
Banco do Brasil reconhece assédio moral, mas não avança nas negociações
O Banco do Brasil não apresentou proposta para as principais reivindicações dos trabalhadores na negociação desta sexta-feira, 18, com o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão de Empresa dos funcionários do banco (CEBB), ocorrida em Brasília. A empresa se limitou a informar que pretende apresentar futuramente uma proposta global para apreciação dos trabalhadores.
O banco informou também que está refazendo os cálculos referentes a sua proposta para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), por conta da necessidade de adequação à proposta apresentada pela Fenaban na negociação ocorrida nesta quinta, considerada rebaixada pelos trabalhadores. Segundo o banco, após os estudos, procurará a CEBB para debates, não tendo ficado definida nova rodada de negociação.
A empresa apresentou proposta de cláusula sobre assédio moral, comprometendo-se a implementar o Programa de Gestão da Ética, que tem como objetivo o “combate ao assédio moral e outros eventuais desvios comportamentais”. “A formulação do banco ainda será avaliada pelos trabalhadores, mas se trata de um avanço que o banco reconheça a existência do assédio moral dentro da empresa”, avalia Marcelo Barros, secretário-geral da Contraf-CUT e coordenador da CEBB.
Os negociadores do banco apresentaram também a proposta de uma cláusula que permita aos funcionários com mais de 50 anos antecipar e parcelar férias, antiga reivindicação dos trabalhadores.
A empresa afirmou também que está preparando a formulação de uma cláusula de igualdade de gênero. A proposta será formatada a partir do programa pró-equidade de gênero da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do governo federal, mas ainda não está concluída.
O banco reafirmou ainda seu interesse em avançar na implantação do SESMT. Por fim, manteve sua posição no que diz respeito à revisão da lateralidade nas agências com até sete funcionários. Na última negociação, a empresa afirmou que as substituições só poderão ser feitas por funcionários de outras agências, o que vai contra as reivindicações dos trabalhadores.
Paralisação
A CEBB, após avaliar o andamento das negociações com o banco até então, decidiu orientar os funcionários do banco a seguir a decisão do Comando Nacional e participar das assembléias que serão realizadas em todas as bases sindicais até o dia 23 para rejeição da proposta da Fenaban e iniciar paralisação por tempo indeterminado no dia 24.
Fonte: Contraf-CUT.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.