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Pressão dos bancários derruba diretor da Nossa Caixa

Depois de muitos protestos dos bancários, a Nossa Caixa finalmente afastou do seu comando Luís Francisco de Barros Neto, conhecido entre os funcionários como “Chico Picadinho”. O diretor do banco chegou anunciar uma demissão em massa, com o corte de cerca de 800 funcionários da Nossa Caixa, dirigida pelo presidente Carlos Eduardo Monteiro e comandada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Os bancários de São Paulo comemoraram muito a saída de Chico Picadinho, com confete e serpentina em frente à agência matriz do banco, no centro da cidade. “Os funcionários esperam ter festejado o fim de uma era de truculência por parte desta direção. E vamos ficar atentos porque não queremos um outro administrador como este”, afirmou Miguel Pereira, secretário de Imprensa da CNB/CUT.

E truculência não faltou para Luís Francisco de Barros Neto, que fez de tudo para ganhar o apelido. Seu histórico inclui a prática de pressão psicológica e assédio moral contra os bancários. Também aumentou os departamentos e diminuiu do número de funcionários nas agências, o que resultou num verdadeiro sucateamento do banco com vistas a facilitar a venda da instituição ao capital privado, como pretende o governador tucano.

“Chico Picadinho deixou um rastro negativo na Nossa Caixa. Vamos acompanhar todo processo. O Sindicato não vai aceitar que os bancários paguem pelos erros cometidos por um dos piores administradores que passaram pelo banco. Os trabalhadores não serão objeto de retaliação” disse Raquel Kacelnikas, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Além de todo sufoco enfrentado pelos bancários na era de Chico Picadinho, ainda pairam sobre ele suspeitas de superfaturamento nas reformas das agências e na privatização da subsidiária Previdência e Seguros Privados. Chico Picadinho ainda foi citado nos trabalhos de apuração da CPI do Bingo.

Festa – Foi uma terça-feira de comemoração em frente à matriz da Nossa Caixa, no Centro de São Paulo. Quem passou pelo local, pensou que os bancários e o Sindicato faziam um Carnaval fora de época. “Mas os trabalhadores só comemoravam a sua vitória. Estamos muito satisfeitos. Na semana passada, já garantimos a suspensão do processo de demissões em massa que estava em andamento e agora conseguimos derrubar esse diretor, que foi o responsável pela implantação de uma política de terror dentro das agências, agindo sempre de maneira violenta”, afirma Raquel.

Ela destaca, entretanto, que a luta ainda não acabou, pois a política da direção do banco não muda automaticamente com a saída do diretor de rede. “Vamos continuar de olho no presidente do banco. Ele tem que se propor a negociar tudo conosco. Não dá para ficar tomando decisões arbitrárias como alterar políticas de cargos e salários sem consultar os representantes dos trabalhadores”, concluiu.

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Pressão dos bancários derruba diretor da Nossa Caixa

Depois de muitos protestos dos bancários, a Nossa Caixa finalmente afastou do seu comando Luís Francisco de Barros Neto, conhecido entre os funcionários como “Chico Picadinho”. O diretor do banco chegou anunciar uma demissão em massa, com o corte de cerca de 800 funcionários da Nossa Caixa, dirigida pelo presidente Carlos Eduardo Monteiro e comandada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Os bancários de São Paulo comemoraram muito a saída de Chico Picadinho, com confete e serpentina em frente à agência matriz do banco, no centro da cidade. “Os funcionários esperam ter festejado o fim de uma era de truculência por parte desta direção. E vamos ficar atentos porque não queremos um outro administrador como este”, afirmou Miguel Pereira, secretário de Imprensa da CNB/CUT.
E truculência não faltou para Luís Francisco de Barros Neto, que fez de tudo para ganhar o apelido. Seu histórico inclui a prática de pressão psicológica e assédio moral contra os bancários. Também aumentou os departamentos e diminuiu do número de funcionários nas agências, o que resultou num verdadeiro sucateamento do banco com vistas a facilitar a venda da instituição ao capital privado, como pretende o governador tucano.
“Chico Picadinho deixou um rastro negativo na Nossa Caixa. Vamos acompanhar todo processo. O Sindicato não vai aceitar que os bancários paguem pelos erros cometidos por um dos piores administradores que passaram pelo banco. Os trabalhadores não serão objeto de retaliação” disse Raquel Kacelnikas, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Além de todo sufoco enfrentado pelos bancários na era de Chico Picadinho, ainda pairam sobre ele suspeitas de superfaturamento nas reformas das agências e na privatização da subsidiária Previdência e Seguros Privados. Chico Picadinho ainda foi citado nos trabalhos de apuração da CPI do Bingo.
Festa – Foi uma terça-feira de comemoração em frente à matriz da Nossa Caixa, no Centro de São Paulo. Quem passou pelo local, pensou que os bancários e o Sindicato faziam um Carnaval fora de época. “Mas os trabalhadores só comemoravam a sua vitória. Estamos muito satisfeitos. Na semana passada, já garantimos a suspensão do processo de demissões em massa que estava em andamento e agora conseguimos derrubar esse diretor, que foi o responsável pela implantação de uma política de terror dentro das agências, agindo sempre de maneira violenta”, afirma Raquel.
Ela destaca, entretanto, que a luta ainda não acabou, pois a política da direção do banco não muda automaticamente com a saída do diretor de rede. “Vamos continuar de olho no presidente do banco. Ele tem que se propor a negociar tudo conosco. Não dá para ficar tomando decisões arbitrárias como alterar políticas de cargos e salários sem consultar os representantes dos trabalhadores”, concluiu.

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