Foto: Roberto Parizotti

Num país onde 56,1% da população é negra, segundo o IBGE, há a perversa realidade da fome, do desemprego, dos assassinatos de jovens pelas forças de segurança do Estado, do preconceito, amparado pelo racismo estrutural que com suas práticas discriminatórias, institucionais, históricas e culturais, segrega os negros e negras.

Diante de um governo que perpetua a segregação e defende que “não há racismo” no Brasil, inclusive por aqueles que deveriam se posicionar em favor da sua raça, como o presidente da Fundação Palmares, Sergio Camargo, que ofende negros e negras, quilombolas e todos àqueles que ousaram desafiar as autoridades em nome da sua liberdade de seu povo, o Dia da Consciência Negra, neste sábado (20), que deveria ser de exaltação aos seus heróis, foi também de protestos com o  “Fora Bolsonaro racista”.

Na Avenida Paulista, em frente ao MASP, o presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, parabenizou a o movimento nacional #ForaBolsonaroRacista, a  militância da CUT, o movimento sindical e os partidos e populares pelas  manifestações que ocorreram nas capitais, nas principais cidades do país e no mundo.

Para ele não tem tarefa mais importante para a classe trabalhadora do que por um fim ao governo Bolsonaro porque ele é racista e criminoso.

“Nós queremos dizer que queremos outro país. Um Brasil com desenvolvimento, emprego, justiça social e democracia. Este Brasil não é possível com Bolsonaro e seu governo, pois cada dia dele na presidência  é mais morte, mais fome e mais sofrimento. E não tem tarefa mais importante para a classe trabalhadora do que por fim ao governo Bolsonaro e, por isso estamos na rua hoje”, declarou o presidente da CUT Nacional.

 

A Secretária de Combate ao Racismo da CUT Nacional, Anatalina Lourenço, disse que a marcha de hoje teve  como principal característica denunciar as políticas racistas do governo Bolsonaro. Segundo ela, 54% da população deste país é negra, portanto qualquer política de retirada de direitos deste governo impacta diretamente as trabalhadoras e os trabalhadores negros.

” A população negra que é 75% dos pobres deste país. Este dia é um dia de luta, dia de denúncia e de gritar bem alto: fora Bolsonaro racista. Em 2020 foram fechados cerca de 11 milhões de postos de trabalho , neste país, destes 11 milhões 8foram ocupados trabalhadoras negras e negros. O racismo organiza o trabalho e a inclusão no mundo do trabalho é necessária sim”, afirmou.

Anatalina também ressaltou que a CUT é favorável as cotas, que tem que ser continuada. “É impossível num país racista e excludente não ter políticas públicas includentes. E se não for focado, não atinge a população negra. Por uma sociedade justa, igualitária e antirracista: A CUT neste momento está aqui na marcha da consciência negra – na 18ª, comemorando 50 anos do dia 20 de novembro, como Dia de Zumbi dos Palmares e Consciência Negra”.

Fonte: CUT

Escreva um comentário

Rua XV de novembro, 270, sala 510, Centro, Curitiba-PR, CEP 80020-310, Fone (41)-33229885, Fax (41)-33245636, fetec@fetecpr.org.br