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ARTIGO: OS BANCOS TAMBÉM TÊM DE MUDAR

Seeb SP (Revista dos Bancários)
As mudanças começaram, o Brasil já está nesse processo e os banqueiros precisam perceber os novos tempos. Assim como a esperança venceu o medo, a luta e a mobilização dos bancários podem vencer a ganância
Por Vagner Freitas
Uma nova realidade permeia a sociedade, uma grande expectativa move os brasileiros neste ano de 2003. Finalmente vimos um governo realmente eleito pela vontade de mudanças tomar posse. A tarefa desafiadora de colocar o Brasil nos trilhos tem início. É assim que os sonhos começam a se tornar realidade. Fazer o Brasil crescer, tirar a miséria de nossa realidade torna-se objetivo nacional. Vemos todos os setores de nossa sociedade se empenhando por essas mudanças. Todos devem dar sua cota de esforço. O trabalho tem início e empresários, trabalhadores, políticos tentam fazer sua parte. Falta uma coisa ser mudada: a ganância do setor financeiro. Os lucros do setor continuam crescendo em detrimento da queda de toda nossa economia. Os juros cobrados da população continuam surreais. O financiamento popular continua não existindo. Ou seja, a sociedade se move para as mudanças e os bancos passam ao largo.
É em meio a essa realidade que começa nossa campanha salarial. Acreditamos nas mudanças. Neste ano não queremos só reajuste e garantias de nossos empregos. Queremos uma campanha unificada, colocando o setor privado negociando junto com os bancos federais, com o governo. Essa é a vontade dos bancários aprovada em seus congressos, e assembléias: uma só campanha para uma só categoria. Queremos condições de trabalho dignas asseguradas por uma contratação coletiva nacional, negociada com seriedade e respeito. A campanha salarial é um dos momentos mais importantes para o movimento sindical. Nela consolidamos direitos e ampliamos conquistas, por meio da organização e mobilização da categoria. Na categoria bancária, apesar de os banqueiros nunca perderem, o desempenho da economia empurrava as negociações para patamares inferiores. Essa ameaça não pode mais nos intimidar, pois apesar de a economia não ter se recuperado o desempenho do setor financeiro permite negociar, com folga, em patamares muito diferentes.
A Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT) quer continuar mudando o processo negocial, no qual temas que há até pouco tempo não eram discutidos, hoje fazem parte da pauta de discussão com os patrões. Combater a precarização dos serviços, discutir uma política de igualdade de oportunidades. Ter como ponto de negociação a superação de qualquer forma de discriminação por gênero e raça e suas implicações no trabalho bancário. Continuar o avanço na discussão de saúde e condições do trabalho. Nossa pauta já mudou e, com certeza, foi a nossa história de lutas que levou a uma nova ótica no processo negocial.
Com os lucros do setor financeiro não é possível acreditar que essa negociação não aconteça de forma diferenciada dos anos anteriores. Para os bancos não existem tempos difíceis; em cada forma de crise eles ganham de maneira diferente, mas sempre ganham. Está na hora de repartirem o que estão acumulando durante tantos anos. Repartir com os trabalhadores que ajudamos nesse processo e com toda a sociedade, que também sofre com essa política agressiva de acúmulo de riqueza, à custa de juros, tarifas e atendimento precário.
Nessa negociação, unificada, queremos a categoria profissional respeitada. E também que os bancos comecem a quitar seus débitos para com toda a sociedade. Queremos o crédito social, a redução das tarifas e que os bancos possibilitem um atendimento digno à população.
As mudanças começaram, o Brasil já está nesse processo e os bancos precisam perceber os novos tempos. A CNB-CUT considera fundamental a defesa e o fortalecimento da negociação da convenção coletiva nacional. Os resultados do processo dependem fundamentalmente da unidade e mobilização de toda a categoria. A participação de cada bancário é de uma importância sem tamanho. Numa época que os bancos pregam o individualismo, o fortalecimento da ação coletiva e solidária é determinante. E este ano, com os trabalhadores do setor privado junto com os bancos públicos federais, a força de nossa categoria ganha um poder ainda maior. Assim como a esperança venceu o medo, a luta e a mobilização podem vencer a ganância.
Vagner Freitas é diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e presidente da Confederação Nacional dos Bancários da CUT

Por 14:52 Sem categoria

ARTIGO: OS BANCOS TAMBÉM TÊM DE MUDAR

Seeb SP (Revista dos Bancários)

As mudanças começaram, o Brasil já está nesse processo e os banqueiros precisam perceber os novos tempos. Assim como a esperança venceu o medo, a luta e a mobilização dos bancários podem vencer a ganância

Por Vagner Freitas

Uma nova realidade permeia a sociedade, uma grande expectativa move os brasileiros neste ano de 2003. Finalmente vimos um governo realmente eleito pela vontade de mudanças tomar posse. A tarefa desafiadora de colocar o Brasil nos trilhos tem início. É assim que os sonhos começam a se tornar realidade. Fazer o Brasil crescer, tirar a miséria de nossa realidade torna-se objetivo nacional. Vemos todos os setores de nossa sociedade se empenhando por essas mudanças. Todos devem dar sua cota de esforço. O trabalho tem início e empresários, trabalhadores, políticos tentam fazer sua parte. Falta uma coisa ser mudada: a ganância do setor financeiro. Os lucros do setor continuam crescendo em detrimento da queda de toda nossa economia. Os juros cobrados da população continuam surreais. O financiamento popular continua não existindo. Ou seja, a sociedade se move para as mudanças e os bancos passam ao largo.

É em meio a essa realidade que começa nossa campanha salarial. Acreditamos nas mudanças. Neste ano não queremos só reajuste e garantias de nossos empregos. Queremos uma campanha unificada, colocando o setor privado negociando junto com os bancos federais, com o governo. Essa é a vontade dos bancários aprovada em seus congressos, e assembléias: uma só campanha para uma só categoria. Queremos condições de trabalho dignas asseguradas por uma contratação coletiva nacional, negociada com seriedade e respeito. A campanha salarial é um dos momentos mais importantes para o movimento sindical. Nela consolidamos direitos e ampliamos conquistas, por meio da organização e mobilização da categoria. Na categoria bancária, apesar de os banqueiros nunca perderem, o desempenho da economia empurrava as negociações para patamares inferiores. Essa ameaça não pode mais nos intimidar, pois apesar de a economia não ter se recuperado o desempenho do setor financeiro permite negociar, com folga, em patamares muito diferentes.

A Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT) quer continuar mudando o processo negocial, no qual temas que há até pouco tempo não eram discutidos, hoje fazem parte da pauta de discussão com os patrões. Combater a precarização dos serviços, discutir uma política de igualdade de oportunidades. Ter como ponto de negociação a superação de qualquer forma de discriminação por gênero e raça e suas implicações no trabalho bancário. Continuar o avanço na discussão de saúde e condições do trabalho. Nossa pauta já mudou e, com certeza, foi a nossa história de lutas que levou a uma nova ótica no processo negocial.

Com os lucros do setor financeiro não é possível acreditar que essa negociação não aconteça de forma diferenciada dos anos anteriores. Para os bancos não existem tempos difíceis; em cada forma de crise eles ganham de maneira diferente, mas sempre ganham. Está na hora de repartirem o que estão acumulando durante tantos anos. Repartir com os trabalhadores que ajudamos nesse processo e com toda a sociedade, que também sofre com essa política agressiva de acúmulo de riqueza, à custa de juros, tarifas e atendimento precário.

Nessa negociação, unificada, queremos a categoria profissional respeitada. E também que os bancos comecem a quitar seus débitos para com toda a sociedade. Queremos o crédito social, a redução das tarifas e que os bancos possibilitem um atendimento digno à população.

As mudanças começaram, o Brasil já está nesse processo e os bancos precisam perceber os novos tempos. A CNB-CUT considera fundamental a defesa e o fortalecimento da negociação da convenção coletiva nacional. Os resultados do processo dependem fundamentalmente da unidade e mobilização de toda a categoria. A participação de cada bancário é de uma importância sem tamanho. Numa época que os bancos pregam o individualismo, o fortalecimento da ação coletiva e solidária é determinante. E este ano, com os trabalhadores do setor privado junto com os bancos públicos federais, a força de nossa categoria ganha um poder ainda maior. Assim como a esperança venceu o medo, a luta e a mobilização podem vencer a ganância.

Vagner Freitas é diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e presidente da Confederação Nacional dos Bancários da CUT

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