Seeb RJ
A Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual do Sindicato (GROS) realizou no último dia 23 um evento para debater a questão do assédio moral na categoria bancária.
O encontro contou com a participação de cerca de 50 pessoas. Segundo a mestre em Psicologia Social da PUC de São Paulo Margarida Barreto, que participou do encontro, esta prática é muito comum em categorias com alta exigência de metas e produtividade, como a dos bancários e telemarketing, e nas áreas de educação e saúde. “O medo é usado para aumentar a produtividade e gerar mais lucro”, disse.
Humilhação
Margarida explicou que o assédio moral no trabalho é exatamente a exposição dos empregados a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas. O assédio moral pode ser usado, também, para forçar a pessoa a desistir do emprego, explicou a pesquisadora.
Nestes casos, a vítima escolhida é isolada do grupo, passando a ser hostilizada, ridicularizada e desacreditada.
“Por medo do desemprego e de serem também humilhados, freqüentemente os colegas reproduzem as atitudes do agressor, no que chamamos de ‘pacto da tolerância’”, afirmou. Os portadores de LER também são alvo constante de assédio.
Segundo Margarida, a humilhação repetitiva pode levar a vítima à doença e até mesmo ao suicídio.
Ela lembra ainda que o primeiro passo contra o assédio é a solidariedade: “Deve-se romper com o ‘pacto da tolerância’, apoiar a pessoa perseguida e dar visibilidade social à violência”. Um site importante sobre o assunto é o www.assediomoral.org.
O Sindicato dos Petroleiros doou 50 cartilhas sobre assédio moral que foram distribuídas para o público.
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Por Mhais• 1 de abril de 2004• 11:01• Sem categoria
CATEGORIA BANCÁRIA É UMA DAS MAIS ATINGIDAS PELO ASSÉDIO MORAL
Seeb RJ
A Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual do Sindicato (GROS) realizou no último dia 23 um evento para debater a questão do assédio moral na categoria bancária.
O encontro contou com a participação de cerca de 50 pessoas. Segundo a mestre em Psicologia Social da PUC de São Paulo Margarida Barreto, que participou do encontro, esta prática é muito comum em categorias com alta exigência de metas e produtividade, como a dos bancários e telemarketing, e nas áreas de educação e saúde. “O medo é usado para aumentar a produtividade e gerar mais lucro”, disse.
Humilhação
Margarida explicou que o assédio moral no trabalho é exatamente a exposição dos empregados a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas. O assédio moral pode ser usado, também, para forçar a pessoa a desistir do emprego, explicou a pesquisadora.
Nestes casos, a vítima escolhida é isolada do grupo, passando a ser hostilizada, ridicularizada e desacreditada.
“Por medo do desemprego e de serem também humilhados, freqüentemente os colegas reproduzem as atitudes do agressor, no que chamamos de ‘pacto da tolerância’”, afirmou. Os portadores de LER também são alvo constante de assédio.
Segundo Margarida, a humilhação repetitiva pode levar a vítima à doença e até mesmo ao suicídio.
Ela lembra ainda que o primeiro passo contra o assédio é a solidariedade: “Deve-se romper com o ‘pacto da tolerância’, apoiar a pessoa perseguida e dar visibilidade social à violência”. Um site importante sobre o assunto é o www.assediomoral.org.
O Sindicato dos Petroleiros doou 50 cartilhas sobre assédio moral que foram distribuídas para o público.
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