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O ano do emprego e da renda

Analistas dizem que mercado interno puxará avanço da economia este ano, reduzindo as taxas de desocupação

Ainda não será a geração dos 10 milhões de empregos prometidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha presidencial, mas o nível de emprego vai experimentar boa recuperação, juntamente com a renda do trabalhador, em 2005. Embora não citem números, analistas acreditam que a taxa de desocupação vai recuar para apenas um dígito. Em novembro, segundo o IBGE, o desemprego ficou em 10,6% da População Economicamente Ativa.

De acordo com Alberto de Oliveira, gerente de Tesouraria do Banco Banif Primus, haverá aumento gradual de salários e nível de emprego.

– Isso elevará o apetite por crédito direto ao consumidor e os financiamentos serão favorecidos – diz Oliveira.

De acordo com o analista, o mercado interno será a principal impulsionador do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, que segundo estimativa do Banco Central, crescerá 4%. Em 2004, a economia do país, de acordo com cálculos do IBGE, cresceu no mínimo 5,3%.

– Em 2004 o crescimento esteve muito ligado ao setor externo, mas o mundo vai crescer menos este ano e o setor interno vai puxar a economia – ressalta o analista do Banif, que acredita em uma expansão de 3,5% do PIB este ano e aposta nos setores automobilístico, vestuário, construção civil e alimentação como principais motores da economia.

Outro que aposta no avanço consistente da economia do país é Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do Banco Central e atual chefe do Departamento Econômico da Confederação Nacional do Comércio. Para ele, este crescimento é a chave para todas as outras variáveis macroeconômicas.

– Se o PIB não crescer, não adianta nada. A chave é a manutenção do avanço da economia – afirma.

O economista revela que, seguindo as projeções de 5,3% para o crescimento do PIB no ano passado, 2005 já começa com a garantia de que a economia do país avançará pelo menos 1,5%.

– Não tem como o BC atrapalhar e comprometer esta taxa de crescimento – brinca, acrescentando que o avanço em 2005 deve ficar entre 3,5% e 4%. – A base será inclusive mais robusta, já que a comparação vai ser com um ano forte como 2004 – afirma.

O economista-chefe do Bradesco, Octávio de Barros, ressalta que o crescimento do PIB este ano – que ele projeta em 3,6% -, embora menor que em 2004, será percebido com mais intensidade pela população por ser gerado a partir do mercado interno.

– Temos evidências empíricas de que as empresas estão investindo. O humor de consumidores e empresários melhorou muito – revela Barros, que projeta aumento de 6% no consumo das famílias em 2005, como decorrência da alta da renda e do emprego.

Octávio de Barros conta ainda que os investimentos estrangeiros devem aumentar, puxados pela expectativa de crescimento do país.

– A queda do risco-país, que pode fechar 2005 em torno de 350 pontos-base também ajuda a atrair investimento direto – complementa Barros.

Fonte JB Online – Rafael Rosas

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O ano do emprego e da renda

Analistas dizem que mercado interno puxará avanço da economia este ano, reduzindo as taxas de desocupação
Ainda não será a geração dos 10 milhões de empregos prometidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha presidencial, mas o nível de emprego vai experimentar boa recuperação, juntamente com a renda do trabalhador, em 2005. Embora não citem números, analistas acreditam que a taxa de desocupação vai recuar para apenas um dígito. Em novembro, segundo o IBGE, o desemprego ficou em 10,6% da População Economicamente Ativa.
De acordo com Alberto de Oliveira, gerente de Tesouraria do Banco Banif Primus, haverá aumento gradual de salários e nível de emprego.
– Isso elevará o apetite por crédito direto ao consumidor e os financiamentos serão favorecidos – diz Oliveira.
De acordo com o analista, o mercado interno será a principal impulsionador do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, que segundo estimativa do Banco Central, crescerá 4%. Em 2004, a economia do país, de acordo com cálculos do IBGE, cresceu no mínimo 5,3%.
– Em 2004 o crescimento esteve muito ligado ao setor externo, mas o mundo vai crescer menos este ano e o setor interno vai puxar a economia – ressalta o analista do Banif, que acredita em uma expansão de 3,5% do PIB este ano e aposta nos setores automobilístico, vestuário, construção civil e alimentação como principais motores da economia.
Outro que aposta no avanço consistente da economia do país é Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do Banco Central e atual chefe do Departamento Econômico da Confederação Nacional do Comércio. Para ele, este crescimento é a chave para todas as outras variáveis macroeconômicas.
– Se o PIB não crescer, não adianta nada. A chave é a manutenção do avanço da economia – afirma.
O economista revela que, seguindo as projeções de 5,3% para o crescimento do PIB no ano passado, 2005 já começa com a garantia de que a economia do país avançará pelo menos 1,5%.
– Não tem como o BC atrapalhar e comprometer esta taxa de crescimento – brinca, acrescentando que o avanço em 2005 deve ficar entre 3,5% e 4%. – A base será inclusive mais robusta, já que a comparação vai ser com um ano forte como 2004 – afirma.
O economista-chefe do Bradesco, Octávio de Barros, ressalta que o crescimento do PIB este ano – que ele projeta em 3,6% -, embora menor que em 2004, será percebido com mais intensidade pela população por ser gerado a partir do mercado interno.
– Temos evidências empíricas de que as empresas estão investindo. O humor de consumidores e empresários melhorou muito – revela Barros, que projeta aumento de 6% no consumo das famílias em 2005, como decorrência da alta da renda e do emprego.
Octávio de Barros conta ainda que os investimentos estrangeiros devem aumentar, puxados pela expectativa de crescimento do país.
– A queda do risco-país, que pode fechar 2005 em torno de 350 pontos-base também ajuda a atrair investimento direto – complementa Barros.
Fonte JB Online – Rafael Rosas

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