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Por 12:55 Sem categoria

Greve dos Bancários é em defesa da Classe Trabalhadora

Sismuc é solidário a pauta de reivindicações do Sindicato dos Bancários

Bancários de todo o Brasil entram em greve nacional a partir de hoje, 6 de setembro. A mobilização ocorre em momento político e econômico conturbado no Brasil. Alegando crise, as forças dominantes em nosso país e no mundo têm imposto agenda que traz retrocessos ao conjunto dos trabalhadores, independente de classe ou carreira, enquanto mantém suas benesses e ainda ampliam suas margens de lucro.

É neste cenário que a greve dos bancários se insere. Após cinco longas reuniões, informa o sindicato da categoria, “em que os trabalhadores apresentaram todas as suas reivindicações, os patrões se limitaram a propor reajuste de 6,5% nos salários e demais benefícios, mais um abono de R$ 3 mil, não incorporado à remuneração. A inflação do período (setembro) é de 9,57%”.

Greve dos Bancários é em defesa da Classe Trabalhadora

“Nossa solidariedade deve ser forte e engajada da mesma forma que necessitaremos do apoio dos bancários na hora em que formos enfrentar a PEC 241”, Direção Sismuc (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba)

Sempre é bom informar que a crise econômica não tem atingido o setor financeiro e especulatório da nossa economia. Para se ter uma ideia, em 2011, ano que o país obtinha crescimento econômico, o lucro do Banco do Brasil chegou a incríveis R$ 11 billhões. Já em 2015, quando o país havia mergulhado na crise econômica, apenas o Itaú Unibanco lucrou R$ 23,5 bilhões. Como comparação, os cortes promovidos pelo presidente não eleito Temer Golpista nas áreas sociais é de R$ 29,2 bilhões.Por isso, é importante entender e se solidarizar com a campanha dos bancários. Qualquer sucesso nesta campanha tem impacto positivo nas campanhas dos trabalhadores, independente da categoria que pertencem. É inadmissível que os cinco maiores bancos do Brasil já tenho lucrado R$ 30 bilhões apenas no primeiro semestre de 2016 e, ao mesmo tempo, fechado 8 mil postos de trabalho. Isso é bem semelhante ao que fazem prefeitos quando negam nosso reajuste com ganho real e novos concursos públicos para atender a população, mas, por outro lado, aumentam subsídios para empresários do transporte ou renovam parcerias terceirizadas acima da inflação.

Devemos apoiar a luta dos bancários. A mídia tentará impor o argumento de que a greve causa transtornos à sociedade. O que de fato acontece. Da mesma forma que as mobilizações, paralisações e greves dos municipais têm impacto no atendimento. Mesmo assim, são necessárias para se quebrar a barreira dos poderosos que se negam a negociar, que se negam a valorizar a classe trabalhadora.

Nossa solidariedade deve ser forte e engajada da mesma forma que necessitaremos do apoio dos bancários, petroleiros, professores estaduais, movimentos sociais e todas as profissões na hora em que formos enfrentar a PEC 241. Projeto esse que tem por objetivo congelar recursos financeiros para áreas públicas e, consequentemente, fazer caixa para o pagamento de juros aos especuladores financeiros e banqueiros. Até quando o nosso sacrifício será fonte de renda para eles? Nossa divisão é o lucro do patrão.

Direção Sismuc

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