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Por 10:59 Sem categoria

Histérica está a direita, que só tem votos no TRF-4. Lula está tranquilo

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Aposto um doce com quem quiser  que o Lula que veremos, hoje à noite, no ato de solidariedade que lhe se fará no Rio de Janeiro, estará mais sereno do que de costume.Quem está por trás desta ridícula campanha de terror que prevê guerra e confronto no dia 24, em Porto Alegre é a direita, que – sem votos entre a população – precisa de todos os três votos dos desembargadores  da 8ª Turma do Tribunal Federal da 4ª Região. De todos, porque um só deles divergente será um abalo imenso na “verdade absoluta” com que apresentam o caso de suas “convicções”.

Lula, há muito tempo entendeu que esta guerra política não tem mais limites. Tem essa consciência, plenamente, desde que sofreu o abuso da prisão – eufemisticamente chamada de condução coercitiva – e a invasão de sua casa, não toma os processos judiciais em que encontram mil motivos para mover-lhe como casos pessoais.

São política e política é o chão de Lula, o que ele sabe, racional e intuitivamente, fazer de melhor.

Claro que tem, como qualquer ser humano, a dor da injustiça. Mas se ela abate certo tipo de almas – e em alguns momentos, a todas – em outros ela alimenta a vontade de lutar.

Ele sabe que as páginas mais veementes em sua defesa são a memória de milhões de brasileiros e de brasileiras, para os quais ele tem um significado imenso, muito diferente da elite e de parte da classe média, recalcada com o tempo em que este país provou que, apesar de todos os problemas, carências e injustiças sociais, tinha esperanças de crescer e desenvolver-se.

Gente que “vendeu” para o país uma cultura de ódio e de intolerância que nos aproximou da selvageria.

Tivemos, claro, nossas culpas na formação deste clima, sobretudo pelos ingênuos que acreditaram que a classe média e o controle remoto eram lastros para a democracia e para a liberdade.

Mas não é este o núcleo do problema. O centro da questão está no fato de que o conservadorismo, no Brasil, nada tem a oferecer senão um regime de brutalidade social que depende da brutalidade política para manter-se, pois não se sustentaria pela via eleitoral em pleitos sem restrições.

Lula tem esta consciência, na inteligência intuitiva que tem – o que irrita gente besta como o ex-jornalista que escreve folhetins da Globo – e na que se sublimou com a trajetória política quase milagrosa que o conduziu de um sindicato de operários à Presidência da República.

Sabe que, neste outro 24, como no de 1954, “precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes”. E sabe também que lhe restam muitas armas para resistir além de um revólver 32 contra o próprio peito.

Nada começa ou termina na próxima quarta feira. Estamos lidando com a História e a história de um país não se escreve numa sala fechada, com o poder fugaz de três homens, caso ousem se substituir ao juiz supremo de uma nação, o seu povo.

Artigo colhido no sítio http://www.tijolaco.com.br/blog/histerica-esta-direita-que-so-tem-votos-no-trf-4-lula-esta-tranquilo/

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Lula está sendo julgado pelos seus acertos, não pelos seus erros

15 de janeiro de 2018 às 15h18

O JULGAMENTO DE LULA

Por Michel Zaidan Filho*, no blog de Roberto Almeida

Se fosse o ex-presidente Lula que possuísse um luxuoso apartamento na prestigiada Avenida General Foch, em Paris, registrado no nome de um “laranja” chamado Jovelino de Carvalho, e por acaso sócio dos filhos de Fernando Henrique Cardoso na Fazenda Buritis, ele estaria muito encrencado.

Afinal, um ex-metalúrgico não teria como adquirir um imóvel tão caro na França.

Se fosse o ex-presidente Lula que tivesse suas contas no exterior denunciadas pela ex-amante, pedindo inclusive uma investigação policial dessas contas, estaria frito.

Se fosse o ex-presidente Lula que tivesse comprado os votos da sua reeleição ao preço de 500.000,00, pagos em “cash” pelo Banco Itaú, não sobraria nada de sua integridade moral e política.

Mas nada disso abalou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que continua lépido e fagueiro condenando Lula.

A respeito desse sociólogo paulistano, é preciso reconsiderar as observações feitas por Celso Furtado sobre a sua conduta, quando Cardoso, com uma só penada, extinguiu a SUDENE.

Trata-se de uma pessoa mesquinha, invejosa e despeitada.

Nunca gozou do imenso respeito que os franceses tinham por Furtado, como o grande teórico do subdesenvolvimento latino-americano.

Embora tenha sido ajudado pelo nosso grande economista no exílio voluntário parisiense.

E em relação a Lula, a inveja foi publicamente confessada numa entrevista a Marília Gabriela, quando perguntado pela imensa aprovação popular com que Lula deixava a Presidência da Republica, muito ao contrário dele.

A essa altura dos acontecimentos, só os cegos acreditam na imparcialidade da Justiça no Brasil, porque não contemplam a face da iniquidade do Poder Judiciário.

Para uns, tudo: presunção de inocência, absolvição, prisão aberta, tornozeleira eletrônica etc.

Para outros, suspeição, condenação in limine, preconceito e discriminação.

Direito Penal, direito dos pobres.

É inadmissível que um estadista tão bem sucedido, no Brasil e fora do Brasil, não tenha reunido condições para ter ou usufruir ou pretender comprar um apartamento tríplex em Guarujá ou um sítio em Atibaia ou outra coisa qualquer.

Como Bill Clinton, que fez inúmeras palestras ao custo de 11.000 dólares para pagar aos advogados que o livraram do “impeachment”, Lula foi frequentemente solicitado por universidades e personalidades do mundo inteiro, para falar sobre o êxito da sua liderança mundial (“global play”), como político, como árbitro, como liderança regional na América Latina, como líder sindical etc.E foi bem remunerado por essas palestras.

Não se conhece contas externas de Lula onde esse dinheiro foi depositado, como alega Fernando Henrique Cardoso, a respeito das suas.

Um patrimônio de um ex-presidente da República que constasse apenas de um apartamento tríplex e um sítio, ai sim, dir-se-ia que era um fracassado.

Mas o patrimônio de Lula é imaterial, e sumamente mais valioso (e temerário para as elites brasileiras) do que esse tríplex e esse sítio.

É o patrimônio político, social, ideológico.

Depois de Getúlio Vargas, nunca houve um presidente tão popular como Lula.

Carismático, identificado com o povo, e titular de um capital político de fazer inveja a qualquer sociólogo.

Lula está sendo julgado, não pelos seus erros, mas sim pelos acertos, inúmeros acertos.

A nossa elite tacanha e apátrida não suporta o tamanho do êxito de um filho do povo, tornado Presidente, não por um golpe, mas pela vontade soberana do Povo brasileiro.

Esse é o pecado cometido pelo ex-presidente Luiz Inácio LULA da Silva.

*Michel Zaidan Filho, natural de Garanhuns, é cientista político e professor na UFPE

Artigo colhido no sítio http://www.viomundo.com.br/politica/michel-zaidan-lula-esta-sendo-julgado-pelos-seus-acertos-nao-pelos-seus-erros.html

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A derrocada da credibilidade do MPF, por Wilson Ramos Filho (Xixo)

O Jornal de todos Brasis

Montagem com obras de Escher
A derrocada da credibilidade do MPF
por Wilson Ramos Filho (Xixo)
O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por muitos anos, figurou entre as mais reputadas instituições. A carreira no MP, pelas possibilidades democráticas que abria na defesa dos coletivos vulneráveis, empolgou gerações. Fui orientador de teses e dissertações lindíssimas de promotores e de procuradores federais.
Toda essa credibilidade foi destruída por conta de moleques fundamentalistas e por uma “Direita concursada” movida a convicções sem provas. Hoje muitos dos que pretendem a carreira tem aquela motivação meganha dos que querem o poder da investidura para nelas exercer suas psicopatias. O que se constatava nas PMs, contaminou o MPF. Sobrou até para o MPT, em menor escala, e para o MP nos Estados. Os últimos concursos selecionaram um tipo de gente fascinado por janotices, deltânicas ou não, que pouco tem a ver com os quadros jurídicos selecionados na década de noventa e nos primeiros anos do século atual. Em graus diversos são visíveis desvios psicológicos em vários.
A carreira perdeu atratividade entre as pessoas formadas nos valores humanistas. Hoje atrai os concurseiros que antes tinham como objetivo a PF, as polícias civis e militares nos Estados. Há exceções, óbvio, muitas. Entretanto, qualquer analista desapaixonado haverá de concordar que há diferença no perfil dos atuais, em comparação com o das gerações de procuradores federais que os antecederam.
Os envaidecidos paladinos da moralidade hipócrita, cegos pela ilusão meritocrata, destruíram muito da credibilidade institucional de outrora.
O que se passará na Magistratura Federal, depende do julgamento no dia 24. Ninguém bem informado (caso dos concurseiros e dos recentemente empossados) desconhece os absurdos da sentença contra Lula. Todos sabem que o TFR4 furou a fila para antecipar a confirmação da desastrosa sentença para impedir a candidatura de Lula. A mera antecipação para logo depois do recesso forense, em período de férias escolares já evidencia o papel do Judiciário no Golpe.
Caso prevaleça a sanha persecutória, arbitrária e ilegal, sendo confirmada a sentença, aquilo que se passou com a imagem do Ministério Público ocorrerá com a da Magistratura.  Já está ocorrendo, de modo ainda limitado, mas certamente não a ponto de causar constrangimentos.
Qualquer que seja a decisão, com o  julgamento em segunda instância do caso Lula, o Poder Judiciário sinalizará aos magistrados que iniciaram suas carreiras há dez ou doze anos um norte, um rumo, um sentido. Vetará ou estimurará julgamentos condenatórios sem que tenha havido crime, sem que existam provas, por mera convicção ideológica. E a cúpula do Judiciário sabe disso.
No dia 24 de Janeiro o Poder Judiciário será julgado, é verdade.  Mas a questão reveste-se de uma gravidade excepcional. Esta data será memorizada como a do “ponto de não retorno” para as instituições e para a normalidade democrática. Estará em pauta no TRF4 o que será o amanhã.
Wilson Ramos Filho (Xixo), advogado aposentado, doutor em Direito, professor na UFPR.
Artigo colhido no sítio https://jornalggn.com.br/noticia/a-derrocada-da-credibilidade-do-mpf-por-wilson-ramos-filho-xixo
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